Em finais do mês de Julho, o PSD de Matosinhos, com a presença de Deputados à Assembleia da República, organizou uma visita à freguesia de Lavra. Nessa visita, entre outros assuntos, chamamos a atenção da Câmara de matosinhos para a necessidade de apoiar o Centro de Recreio Popular da Freguesia de Lavra. Então, alertamos especialmente para o problema do Pavilhão, cujas deficientes condições de impermeabilização colocavam problemas sérios para a utilização daquele espaço para a prática do Hoquei em Patins.
Ainda bem que o fizemos. A Câmara acordou e parece que vai comprar aquele equipamento para o demolir, em nome da protecção da costa, esperando-se que a Cãmara encontre um espaço alternativo para a prática desportiva.
Valeu a pena a deslocação a Lavra e o alerta que então fizemos.
Mas, com esta Cãmara socialista temos de colocar sempre uns grandes "Mas", dois alertas:
1º - Que não se çproceda a qualquer demolição antes de se encontrar espaço alternativo.
2º - Se a ideia é proteger a orla marítima e a zona de dunas, não venham daqui a pouco, ou a muito, tempo, dizer que o que ali fica bem é um qualquer prédio para um empreiteiro "amigo" ganhar umas massas construíndo de frente para o mar e bem pertinho da areia.
Matosinhos não pode continuar a ser o paraíso da especulação imobiliária.
Cá estaremos para lembrar ao Dr. Guilherme Pinto que se um equipamento colectivo/ desportivo pode ser prejudicial para a paisagem e para a zona de dunas, então um qualquer projecto imobiliário é ainda mais nocivo, por mais simpática que a especulação a ele associada possa parecer.
Estamos atentos Dr. Guilherme Pinto. E o senhor Presidente da Cãmara de Matosinhos sabe que a nós, PSd, não consegue calar. Porque as nossas consciências não estão à venda nem lhe temos medo!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
"Deputado do PSD fala de riscos na construção de exploração aquícola de bivalves"
Noticia Radio TerraNova OnLine de 25/10/2010
"Deputado do PSD fala de riscos na construção de exploração aquícola de bivalves."
Aveiro 2010-10-25 10:20:00 O deputado do PSD Ulisses Pereira denuncia o risco que impende sobre a zona de pesca de Angeiras, Matosinhos, caso seja aprovada a instalação de uma exploração aquícola de bivalves. Na sua qualidade de coordenador do Grupo de Trabalho – Pescas da Assembleia da República, o parlamentar lembra que os argumentos que comprovam esse risco estão suficientemente descritos e detalhados no parecer negativo que foi emitido e enviado pela Junta de Freguesia da Vila de Lavra.
Servindo-se de uma Pergunta dirigida ao Governo e na qualidade de representante do PSD na Comissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Ulisses Pereira sublinha que entre muitas outras questões detalhadas no referido parecer, é de sublinhar que “o estudo apresentado pelos requerentes contém dados incorrectos, nomeadamente quanto à localização (ora em rio, ora em mar), ignorando o actual uso das artes de pesca legais e actividades das comunidades de pescadores”.
“Somos a favor dos projectos de desenvolvimento de explorações aquícolas, nomeadamente em mar aberto, mas esses projectos não podem de forma alguma prejudicar as actividades ancestrais de pesca, nomeadamente quando estão há muito devidamente licenciadas, como é o caso” – defendeu Ulisses Pereira, no texto que sustenta a Pergunta.
Click aqui para o Link da Noticia
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Projecto para bivalves gera contestação em Angeiras - Noticia JN da Edição 22/10/2010
Noticia JN de 22 de Outubro 2010
Projecto para bivalves gera contestação em Angeiras
00h30m
Marta Neves
O líder do PSD/Matosinhos acusa o presidente da Câmara de não "defender" a construção do portinho de Angeiras e de estar a "favorecer interesses privados que põem em risco a actividade piscatória da zona". Junta de Lavra está "do lado" dos pescadores.
A exclusão do portinho de Angeiras do PIDDAC para o líder do PSD/Matosinhos, Pedro da Vinha Costa, revela "que não há vontade para o fazer". E, com isso, "é toda a história de uma população que está em jogo", sublinhou. O líder do PSD/Matosinhos lembrou que, "há um ano, a então secretária de Estado, Ana Paula Vitorino, prometeu em Lavra que o portinho ia arrancar", reiterando, ontem, em conferência de imprensa, que "a primeira obrigação do presidente da Câmara de Matosinhos era defendê-lo".
"Em vez disso, Guilherme Pinto mandou às malvas essa promessa", criticou Pedro da Vinha Costa, interrogando se "essa decisão não é uma manobra encapotada para defender o interesse do privado", que pretende implantar, a cinco milhas da costa, estruturas flutuantes em mar aberto para cultivo de mexilhão.
Ao JN, Guilherme Pinto frisou que "o projecto é de grande importância para a dinamização económica local", explicando que "houve reuniões com comunidade piscatória sobre o assunto".
O autarca sublinhou ainda que "não faz sentido o PSD tentar ganhar espaço e protagonismo com este assunto e recorrendo permanentemente ao insulto".
Mas o certo é que perante um pedido de licenciamento do projecto, a Junta de Lavra elaborou um parecer desfavorável, até porque na opinião do autarca, Rodolfo Mesquita, "não está salvaguarda a defesa dos interesses da população piscatória".
Para Fernando Martinho, presidente da Associação de Nadadores Salvadores "Patrão de Salva Vidas Ezequiel da Silva Seabra', o projecto "será um obstáculo permanente à navegação e à pesca naquela zona". "Andam a dizer aos pescadores que podem pescar junto às estruturas flutuantes, mas há um grande risco dos barcos ficarem presos nas estruturas".
Fernando Martinho critica ainda o facto de "ludibriarem" as pessoas com "dezenas de postos de trabalho, quando no estudo só estão indicados apenas cinco".
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
"Que pelo menos haja memória..." Artigo do Companheiro André de Castro Silvestre
Que pelo menos haja memória...
Os tempos futuros serão muito duros para a grande maioria dos Portugueses. Julgo que grande parte das pessoas ainda não entendeu na plenitude o que vem por aí - a linguagem utilizada no palco mediático é ainda bastante técnica e centrada no orçamento. De todo o modo, como disse Luís Pedro Nunes no Eixo do Mal, este não é um orçamento… isso é o que nos querem convencer, isto é um “Pedregulho pela cabeça abaixo dos Portugueses” e, de facto, é isso mesmo.
Vamos ganhar menos… muito menos; vamos pagar mais pelo crédito à habitação; vamos pagar mais pelos produtos que consumimos; vamos naturalmente pagar mais pelos serviços de que necessitamos; vamos ver mais portugueses sem emprego, muitos mais; vamos perder qualidade no trabalho e todas as regalias e direitos serão vistos como alvos a abater mesmo para os que trabalham no sector privado; verificar-se-á a um aumento exponencial da miséria, da criminalidade e a economia paralela atingirá níveis nunca antes vistos; milhares de empresas por esse país fora fecharão portas com particular incidência no pequeno negócio dependente da procura interna; a democracia perderá qualidade e com tal perda esvai-se sempre um pouco de liberdade e afirmação de um povo porque, os mais pobres e carenciados fruto da sua fragilidade, contestam naturalmente menos e resignam-se mais.
Porém, o mais gravoso e profundamente inquietante está encoberto pelo impacto dos cortes e pela forma brutal como será reajustado em forte baixa o nível económico dos portugueses. O mais dramático é a actual clara impossibilidade de, mesmo a longo prazo, chegarmos sequer perto da média europeia relativamente aos principais indicadores de qualidade de vida. Continuaremos a divergir negativamente e seremos cada vez os mais pobres entre os pobres. De certa forma, trata-se da ruína de toda uma missão a que nos propusemos que se esboroou por força da ganância galopante e da mediocridade moral primária dos nossos governantes.
Esperemos pelo menos desta vez haja memória e que a dita não seja curta. Que a culpa seja muito bem casada com anel no dedo e arroz à saída da igreja. O único poder que é dado ao povo é o de votar e esta não é altura para abstenções e faltas de comparência. Este é o momento de escrever com letras maiúsculas a palavra DEMOCRACIA e correr do poder com a pandilha que nos levaram à bancarrota. Que a memória seja longa.
Vamos ganhar menos… muito menos; vamos pagar mais pelo crédito à habitação; vamos pagar mais pelos produtos que consumimos; vamos naturalmente pagar mais pelos serviços de que necessitamos; vamos ver mais portugueses sem emprego, muitos mais; vamos perder qualidade no trabalho e todas as regalias e direitos serão vistos como alvos a abater mesmo para os que trabalham no sector privado; verificar-se-á a um aumento exponencial da miséria, da criminalidade e a economia paralela atingirá níveis nunca antes vistos; milhares de empresas por esse país fora fecharão portas com particular incidência no pequeno negócio dependente da procura interna; a democracia perderá qualidade e com tal perda esvai-se sempre um pouco de liberdade e afirmação de um povo porque, os mais pobres e carenciados fruto da sua fragilidade, contestam naturalmente menos e resignam-se mais.
Porém, o mais gravoso e profundamente inquietante está encoberto pelo impacto dos cortes e pela forma brutal como será reajustado em forte baixa o nível económico dos portugueses. O mais dramático é a actual clara impossibilidade de, mesmo a longo prazo, chegarmos sequer perto da média europeia relativamente aos principais indicadores de qualidade de vida. Continuaremos a divergir negativamente e seremos cada vez os mais pobres entre os pobres. De certa forma, trata-se da ruína de toda uma missão a que nos propusemos que se esboroou por força da ganância galopante e da mediocridade moral primária dos nossos governantes.
Esperemos pelo menos desta vez haja memória e que a dita não seja curta. Que a culpa seja muito bem casada com anel no dedo e arroz à saída da igreja. O único poder que é dado ao povo é o de votar e esta não é altura para abstenções e faltas de comparência. Este é o momento de escrever com letras maiúsculas a palavra DEMOCRACIA e correr do poder com a pandilha que nos levaram à bancarrota. Que a memória seja longa.
André de Castro Silvestre
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Comunicado dos Trabalhadores Sociais Democratas
Comunicado
José Sócrates deseja chumbo do OE
O País vem discutindo as consequências da viabilização ou não do Orçamento do Estado para 2011, de olhos postos nas forças parlamentares da oposição, mas parece cada vez mais evidente que quem deseja o chumbo do orçamento é o Primeiro Ministro.
De facto, as políticas seguidas desde 2005 pelo governo PS falharam e não resolveram nenhum dos problemas do País. Pelo contrário, agudizaram as nossas vulnerabilidades económicas e financeiras.
O descontrolo das contas públicas e do nosso endividamento externo, o fiasco de todas as medidas governativas destinadas a inverter essa tendência, a perda de credibilidade externa do Estado Português e do Primeiro Ministro, são factos objectivos que demonstram que o governo não tem capacidade para enfrentar os graves problemas com que Portugal hoje se confronta.
As linhas do Orçamento de Estado já divulgadas, apesar da sua dureza, não parecem inspirar confiança a ninguém – nem aos portugueses, que são atingidos por elas, nem aos mercados.
O descontrolo das contas públicas e do nosso endividamento externo, o fiasco de todas as medidas governativas destinadas a inverter essa tendência, a perda de credibilidade externa do Estado Português e do Primeiro Ministro, são factos objectivos que demonstram que o governo não tem capacidade para enfrentar os graves problemas com que Portugal hoje se confronta.
As linhas do Orçamento de Estado já divulgadas, apesar da sua dureza, não parecem inspirar confiança a ninguém – nem aos portugueses, que são atingidos por elas, nem aos mercados.
Ninguém acredita no governo, porque o governo tem feito tanta promessa e tem fracassado tanto, que poucos o podem levar a sério.
O governo não inspira confiança e esta é determinante para o êxito das políticas.O governo não revela um rumo, uma estratégia, que permita aos investidores e às pessoas perceberem qual o futuro que as espera.
O governo diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, numa clara prova de que está desnorteado e não controla as políticas e as contas públicas.
O chumbo do Orçamento do Estado é o pretexto que José Sócrates, no fundo, mais deseja para bater com a porta e fugir do buraco para que conduziu o País, com a pele de vítima, que é aquilo que ele melhor sabe fazer.
Mas, os portugueses, e de um modo especial os trabalhadores, estão atentos ao sentido de responsabilidade do governo e ao seu verdadeiro empenho em construir compromissos que viabilizem o OE 2011 e recoloquem Portugal nos caminhos do equilíbrio das contas públicas e do relançamento da economia.
Lisboa, 12 de Outubro de 2010.
O Secretariado Executivo
O Secretariado Executivo
Plenário PSD Matosinhos - 22 de Outubro 2010
Plenário do PSD de Matosinhos
Tendo como os seguintes pontos da ordem de trabalhos:
- Análise da Situação Politica;
- Revisão do Programa do Partido Social Democrata;
Contamos com a presença de todos os companheiros.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
"FMI... Ou Sócrates???" Artigo de opinião do Companheiro André de Castro Silvestre
FMI… Ou Sócrates?
O Primeiro e Ministro e seus acólitos a que já poucos chamam de governo, referem-se ao FMI como “Uma Espécie de Monstro” que espreita manhosamente a oportunidade de entrar por Portugal dentro, amordaçar o nosso povo e trucidar a nossa identidade. Este coro de acólitos tem funcionado como uma espécie de rádio que preenche com as suas ondas o palco mediático difundindo sempre a mesma melodia e o mesmo refrão – fazendo até recordar a receita comunista de outros tempos: repetir incessantemente a mesma ideia visando penetrar nos cérebros menos analíticos. A letra do refrão que ilustra a melodia minimal repetitiva é simples: Não temos culpa!!...
A culpa não é nunca de quem governa aqui o burgo desde há 6 anos… Não jamais! Primeiro foi a crise internacional… e se é verdade que passamos por uma crise internacional também o é que Portugal reagiu como um idoso acamado reage a uma gripe: deu o berro… esticou o pernil!; Depois a culpa passou a ser de um suposto ataque ao Euro, apresentando-se o Primeiro-Ministro com um dos lideres políticos da Europa na linha da frente no combate aos especuladores – Qual “Wolvorine” da política europeia… enfim… de tão ridículo chega a ser sinistro. Mais recentemente a culpa é dos mercados e da oposição: dos mercados porque nos analisam e nos podem penalizar impiedosamente e da oposição porque deveria vergar-se perante a douta estratégia do Governo e quiçá até cantar hossanas aeste orçamento: porque desta vez é que o PEC é mesmo a sério e sanará todos os problemas do País.. os outros eram só gozo!
Ora, quando a miséria se instala e com ela a fome e a desgraça de um povo. Quando a despesa pública não é controlada porque no aparelho de estado todos são primos do irmão do tio da filha do secretário de estado que se dá lindamente com o ministro que tem um genro muito competente que foi apresentando à filha pelo tio do sogro da cunhada do primo que é afilhado do (…) !!! - numa espécie de remake tresloucado e de baixa qualidade do clássico do cinema “Gato Preto, Gato Branco” de Emir Kusturica… quando chegamos bem ao fundo do poço, caindo com estrondo a pergunta é simples: Sócrates ou FMI?...
Se for para o povo sofrer como já está e continuará a sofrer, ao menos que a "receita" toque também aos primos do irmão do tio da filha do secretário de estado (…)! Tenhamos o consolo de ver este espectáculo escabroso sair de cena e levar com ele as imensas clientelas. Eu "voto" FMI.
A culpa não é nunca de quem governa aqui o burgo desde há 6 anos… Não jamais! Primeiro foi a crise internacional… e se é verdade que passamos por uma crise internacional também o é que Portugal reagiu como um idoso acamado reage a uma gripe: deu o berro… esticou o pernil!; Depois a culpa passou a ser de um suposto ataque ao Euro, apresentando-se o Primeiro-Ministro com um dos lideres políticos da Europa na linha da frente no combate aos especuladores – Qual “Wolvorine” da política europeia… enfim… de tão ridículo chega a ser sinistro. Mais recentemente a culpa é dos mercados e da oposição: dos mercados porque nos analisam e nos podem penalizar impiedosamente e da oposição porque deveria vergar-se perante a douta estratégia do Governo e quiçá até cantar hossanas aeste orçamento: porque desta vez é que o PEC é mesmo a sério e sanará todos os problemas do País.. os outros eram só gozo!
Ora, quando a miséria se instala e com ela a fome e a desgraça de um povo. Quando a despesa pública não é controlada porque no aparelho de estado todos são primos do irmão do tio da filha do secretário de estado que se dá lindamente com o ministro que tem um genro muito competente que foi apresentando à filha pelo tio do sogro da cunhada do primo que é afilhado do (…) !!! - numa espécie de remake tresloucado e de baixa qualidade do clássico do cinema “Gato Preto, Gato Branco” de Emir Kusturica… quando chegamos bem ao fundo do poço, caindo com estrondo a pergunta é simples: Sócrates ou FMI?...
Se for para o povo sofrer como já está e continuará a sofrer, ao menos que a "receita" toque também aos primos do irmão do tio da filha do secretário de estado (…)! Tenhamos o consolo de ver este espectáculo escabroso sair de cena e levar com ele as imensas clientelas. Eu "voto" FMI.
André de Castro Silvestre
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