Partido Social Democrata de Matosinhos

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Projecto para bivalves gera contestação em Angeiras - Noticia JN da Edição 22/10/2010

Noticia JN de 22 de Outubro 2010

Projecto para bivalves gera contestação em Angeiras

00h30m

Marta Neves
O líder do PSD/Matosinhos  acusa o presidente da Câmara de não "defender" a construção do portinho de Angeiras e de estar a "favorecer interesses privados que põem em risco a actividade piscatória da zona". Junta de Lavra está "do lado" dos pescadores.
A exclusão do portinho de Angeiras do PIDDAC para o líder do PSD/Matosinhos, Pedro da Vinha Costa, revela "que não há vontade para o fazer". E, com isso, "é toda a história de uma população que está em jogo", sublinhou.
O líder do PSD/Matosinhos lembrou que, "há um ano, a então secretária de Estado, Ana Paula Vitorino, prometeu em Lavra que o portinho ia arrancar", reiterando, ontem, em conferência de imprensa, que "a primeira obrigação do presidente da Câmara de Matosinhos era defendê-lo".
"Em vez disso, Guilherme Pinto mandou às malvas essa promessa", criticou Pedro da Vinha Costa, interrogando se "essa decisão não é uma manobra encapotada para defender o interesse do privado",  que pretende implantar, a cinco milhas da costa,  estruturas flutuantes em mar  aberto para cultivo de mexilhão.
Ao JN, Guilherme Pinto frisou que "o projecto é de grande importância para a dinamização económica local", explicando que "houve reuniões com comunidade piscatória sobre o assunto".
O autarca sublinhou ainda que "não faz sentido o PSD tentar ganhar espaço e protagonismo  com este assunto e recorrendo permanentemente ao  insulto".
Mas o certo é que perante um pedido de licenciamento do projecto, a Junta de Lavra elaborou um parecer desfavorável, até porque na opinião do autarca, Rodolfo Mesquita, "não está salvaguarda a defesa dos interesses da população piscatória".
Para Fernando Martinho, presidente da Associação de Nadadores Salvadores "Patrão de Salva Vidas Ezequiel da Silva Seabra', o projecto "será um obstáculo permanente à navegação e à pesca naquela zona". "Andam a dizer aos pescadores que podem pescar junto às estruturas flutuantes, mas há um grande risco dos barcos ficarem presos nas estruturas". 
Fernando Martinho critica ainda o facto de "ludibriarem" as pessoas com "dezenas de postos de trabalho,  quando no estudo só estão indicados apenas cinco".

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Que pelo menos haja memória..." Artigo do Companheiro André de Castro Silvestre

Que pelo menos haja memória...

 
 
Os tempos futuros serão muito duros para a grande maioria dos Portugueses. Julgo que grande parte das pessoas ainda não entendeu na plenitude o que vem por aí - a linguagem utilizada no palco mediático é ainda bastante técnica e centrada no orçamento. De todo o modo, como disse Luís Pedro Nunes no Eixo do Mal, este não é um orçamento… isso é o que nos querem convencer, isto é um “Pedregulho pela cabeça abaixo dos Portugueses” e, de facto, é isso mesmo.
Vamos ganhar menos… muito menos; vamos pagar mais pelo crédito à habitação; vamos pagar mais pelos produtos que consumimos; vamos naturalmente pagar mais pelos serviços de que necessitamos; vamos ver mais portugueses sem emprego, muitos mais; vamos perder qualidade no trabalho e todas as regalias e direitos serão vistos como alvos a abater mesmo para os que trabalham no sector privado; verificar-se-á a um aumento exponencial da miséria, da criminalidade e a economia paralela atingirá níveis nunca antes vistos; milhares de empresas por esse país fora fecharão portas com particular incidência no pequeno negócio dependente da procura interna; a democracia perderá qualidade e com tal perda esvai-se sempre um pouco de liberdade e afirmação de um povo porque, os mais pobres e carenciados fruto da sua fragilidade, contestam naturalmente menos e resignam-se mais.
Porém, o mais gravoso e profundamente inquietante está encoberto pelo impacto dos cortes e pela forma brutal como será reajustado em forte baixa o nível económico dos portugueses. O mais dramático é a actual clara impossibilidade de, mesmo a longo prazo, chegarmos sequer perto da média europeia relativamente aos principais indicadores de qualidade de vida. Continuaremos a divergir negativamente e seremos cada vez os mais pobres entre os pobres. De certa forma, trata-se da ruína de toda uma missão a que nos propusemos que se esboroou por força da ganância galopante e da mediocridade moral primária dos nossos governantes.
Esperemos pelo menos desta vez haja memória e que a dita não seja curta. Que a culpa seja muito bem casada com anel no dedo e arroz à saída da igreja. O único poder que é dado ao povo é o de votar e esta não é altura para abstenções e faltas de comparência. Este é o momento de escrever com letras maiúsculas a palavra DEMOCRACIA e correr do poder com a pandilha que nos levaram à bancarrota. Que a memória seja longa.

André de Castro Silvestre

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Comunicado dos Trabalhadores Sociais Democratas

Comunicado

José Sócrates deseja chumbo do OE

O País vem discutindo as consequências da viabilização ou não do Orçamento do Estado para 2011, de olhos postos nas forças parlamentares da oposição, mas parece cada vez mais evidente que quem deseja o chumbo do orçamento é o Primeiro Ministro.
De facto, as políticas seguidas desde 2005 pelo governo PS falharam e não resolveram nenhum dos problemas do País. Pelo contrário, agudizaram as nossas vulnerabilidades económicas e financeiras.
O descontrolo das contas públicas e do nosso endividamento externo, o fiasco de todas as medidas governativas destinadas a inverter essa tendência, a perda de credibilidade externa do Estado Português e do Primeiro Ministro, são factos objectivos que demonstram que o governo não tem capacidade para enfrentar os graves problemas com que Portugal hoje se confronta.
As linhas do Orçamento de Estado já divulgadas, apesar da sua dureza, não parecem inspirar confiança a ninguém – nem aos portugueses, que são atingidos por elas, nem aos mercados.
Ninguém acredita no governo, porque o governo tem feito tanta promessa e tem fracassado tanto, que poucos o podem levar a sério.
O governo não inspira confiança e esta é determinante para o êxito das políticas.
O governo não revela um rumo, uma estratégia, que permita aos investidores e às pessoas perceberem qual o futuro que as espera.
O governo diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, numa clara prova de que está desnorteado e não controla as políticas e as contas públicas.
O chumbo do Orçamento do Estado é o pretexto que José Sócrates, no fundo, mais deseja para bater com a porta e fugir do buraco para que conduziu o País, com a pele de vítima, que é aquilo que ele melhor sabe fazer.
Mas, os portugueses, e de um modo especial os trabalhadores, estão atentos ao sentido de responsabilidade do governo e ao seu verdadeiro empenho em construir compromissos que viabilizem o OE 2011 e recoloquem Portugal nos caminhos do equilíbrio das contas públicas e do relançamento da economia.

Lisboa, 12 de Outubro de 2010.
O Secretariado Executivo

Plenário PSD Matosinhos - 22 de Outubro 2010

Plenário do PSD de Matosinhos 

Plenário do PSD de Matosinhos realiza-se no próximo dia 22 de Outubro, próxima sexta-feira, pelas 21h onde será prestada homenagem ao Senhor Alberto. 
Tendo como os seguintes pontos da ordem de trabalhos: 


- Análise da Situação Politica;
- Revisão do Programa do Partido Social Democrata;


Contamos com a presença de todos os companheiros.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"FMI... Ou Sócrates???" Artigo de opinião do Companheiro André de Castro Silvestre

FMI… Ou Sócrates?

O Primeiro e Ministro e seus acólitos a que já poucos chamam de governo, referem-se ao FMI como “Uma Espécie de Monstro” que espreita manhosamente a oportunidade de entrar por Portugal dentro, amordaçar o nosso povo e trucidar a nossa identidade. Este coro de acólitos tem funcionado como uma espécie de rádio que preenche com as suas ondas o palco mediático difundindo sempre a mesma melodia e o mesmo refrão – fazendo até recordar a receita comunista de outros tempos: repetir incessantemente a mesma ideia visando penetrar nos cérebros menos analíticos. A letra do refrão que ilustra a melodia minimal repetitiva é simples: Não temos culpa!!...

A culpa não é nunca de quem governa aqui o burgo desde há 6 anos… Não jamais! Primeiro foi a crise internacional… e se é verdade que passamos por uma crise internacional também o é que Portugal reagiu como um idoso acamado reage a uma gripe: deu o berro… esticou o pernil!; Depois a culpa passou a ser de um suposto ataque ao Euro, apresentando-se o Primeiro-Ministro com um dos lideres políticos da Europa na linha da frente no combate aos especuladores – Qual “Wolvorine” da política europeia… enfim… de tão ridículo chega a ser sinistro. Mais recentemente a culpa é dos mercados e da oposição: dos mercados porque nos analisam e nos podem penalizar impiedosamente e da oposição porque deveria vergar-se perante a douta estratégia do Governo e quiçá até cantar hossanas aeste orçamento: porque desta vez é que o PEC é mesmo a sério e sanará todos os problemas do País.. os outros eram só gozo!

Ora, quando a miséria se instala e com ela a fome e a desgraça de um povo. Quando a despesa pública não é controlada porque no aparelho de estado todos são primos do irmão do tio da filha do secretário de estado que se dá lindamente com o ministro que tem um genro muito competente que foi apresentando à filha pelo tio do sogro da cunhada do primo que é afilhado do (…) !!! - numa espécie de remake tresloucado e de baixa qualidade do clássico do cinema “Gato Preto, Gato Branco” de Emir Kusturica… quando chegamos bem ao fundo do poço, caindo com estrondo a pergunta é simples: Sócrates ou FMI?...

Se for para o povo sofrer como já está e continuará a sofrer, ao menos que a "receita" toque também aos primos do irmão do tio da filha do secretário de estado (…)! Tenhamos o consolo de ver este espectáculo escabroso sair de cena e levar com ele as imensas clientelas. Eu "voto" FMI.

André de Castro Silvestre

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Como ofender as crianças pobres no reino do Magalhães!" por André de Castro Silvestre

"Como ofender as crianças pobres no reino do Magalhães!"


Façam um exercício de memória e regressem aos tempos em que militavam nas secretárias do ensino público no antigo ciclo ou no liceu. Lembrem-se das relações entre colegas e da forma impiedosa como adolescentes ou pré-adolescentes procuravam e encontravam as fraquezas de uns e outros e as exploravam num gozo constante que fazia de uns reis e de outros palhaços de serviço.
Está feito o exercício de memória…? Então atentem ao que os senhores do governo de Lisboa numa manifestação de extraordinária incompetência… quiçá porque as férias no Algarve não podiam esperar ou porque os ordenados estão sempre garantidos no final do mês… orquestraram para as crianças desfavorecidas no início deste ano lectivo.
Basicamente, esta pandilha de incapazes que nos governa, não publicou atempadamente o despacho que definia os escalões abrangidos pela acção social e respectiva comparticipação em vales para a compra dos manuais escolares e refeições das crianças mais carenciadas. Este despacho deveria, como habitualmente, ser publicado em Agosto para permitir que a lenta máquina do estado definisse quais os alunos que iriam ter acesso aos vales para compra dos manuais escolares… mas não… nada foi publicado.
Apenas a 13 de Setembro de 2010 – um dia antes do arranque oficial do ano lectivo – chegou um e-mail… pasmem-se… um e-mail do ministério da educação para as escolas a informar que os escalões iriam ficar mais ou menos na mesma…! E definia as orientações necessárias para o início do trabalho de acção social das escolas nomeadamente, a distribuições dos vales para manuais - “Tarde piou esta gente”.
Voltem por favor a lembrar-se do vosso colega de carteira naqueles tempos… e agora imaginem que as aulas já decorrem à várias semanas e o menino ou menina em causa, ao qual certamente já bastariam as dificuldades económicas da família e todos os problemas que daí resultam, não tem um único manual escolar para seguir as aulas… apenas uma mochila vazia com meia dúzia de canetas e um ou outro bloco de apontamentos.
Esta humilhação pública de milhares e milhares de crianças por esse país fora merecia umas quantas cabeças a rolar no ministério mas nada… nem uma demissão ou um exoneração porque quem decide não precisa dos vales para os seus filhos… quanto às crianças que passaram quase um mês sem manuais… essas não importam, são filhos de um deus menor.
Bem-vindos ao reino do Magalhães.

André de Castro Silvestre

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Se Sócrates Gerisse a Minha Casa!" Artigo de Opinião de André de Castro Silvestre

Se Sócrates Gerisse a Minha Casa!

Na minha casa existe, como em tantas outras casas por este país fora, a chamada economia doméstica. Por mês entra um determinado valor e em cada mês suportamos uns quantos encargos. Nenhum de nós sendo economista, os dois tentamos certamente ser bons gestores e garantir a existência de equilíbrio entre o dinheiro que entra e o que sai. A primeira regra é trabalhar. Trabalhamos muito e não gozamos de qualquer apoio social… não que tenhamos alguma coisa contra tais apoios mas, no nosso caso, não são precisos. A segunda regra é básica: os bolos que cozinhamos levam a farinha, o açúcar e os ovos que há na despensa…se der para um bolo de quilo óptimo, se der para um de meio quilo está bem na mesma mas… o que não fazemos é bolos com ovos dos outros ou açúcar emprestado.
É com estas duas simples regras que vamos gerindo a nossa vida e a da família, vivendo sempre abaixo das “eventuais possibilidades” que nos seriam facilmente concedidas por qualquer instituição bancária. Temos um carro para trocar que vai aguentar mais um anito… a nossa filha de 7 anos receberá um piano mas não antes de Janeiro de 2011 e, muito provavelmente, um piano digital e não um acústico. Faltam-nos ainda comprar umas quantas coisitas que, no meio de tudo que temos, efectivamente não fazem praticamente falta.
E se a minha casa fosse gerida por Sócrates? Não tenho dúvidas que o novo Volvo S60 Station Wagon já estaria na garagem em substituição do velhinho S60 que lá vive… a banca financiaria e nem sequer daríamos entrada… O Piano já teria sido comprado, provavelmente de cauda e nada menos que um Steinway & Sons - porque a aposta é na qualidade, modernidade e formação. Para os bolos não se contariam os ovos, haveria bolos todos os dias e nada frugais… se faltasse o açúcar ou a farinha, pedir-se-ia emprestado aos vizinhos mais abastados e logo se veria quando se pagaria e com que contrapartidas. Se fosse Sócrates o gestor cá da casa não teria uma empregada mas sim 3… uma para cozinhar; outra como bábá das crianças e uma terceira para passar a roupa a ferro e fazer as limpezas. Estou ainda convicto que uma quarta seria contratada e posta como governanta, provavelmente uma sua prima afastada e isto porque uma equipa não é equipa sem alguém "de confiança" que vigie e mande! Se fosse Sócrates a gerir a minha casa eu provavelmente já não teria casa, nem os meninos na música e no colégio, nem férias, nem alegria de viver… teria sim uma divida imensa para pagar e nenhuma hipótese de a liquidar sem roubar os outros.
Na realidade, isto foi nem mais nem menos o que Sócrates fez a este país: gastou até não poder mais e agora que os vizinhos dizem que temos que pagar o que pedimos emprestado para o festim, Sócrates coloca uma falsa expressão sofrida e dramática durante o prime time e rouba todos os Portugueses com uma leveza criminosa.

André de Castro Silvestre