Partido Social Democrata de Matosinhos

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Como ofender as crianças pobres no reino do Magalhães!" por André de Castro Silvestre

"Como ofender as crianças pobres no reino do Magalhães!"


Façam um exercício de memória e regressem aos tempos em que militavam nas secretárias do ensino público no antigo ciclo ou no liceu. Lembrem-se das relações entre colegas e da forma impiedosa como adolescentes ou pré-adolescentes procuravam e encontravam as fraquezas de uns e outros e as exploravam num gozo constante que fazia de uns reis e de outros palhaços de serviço.
Está feito o exercício de memória…? Então atentem ao que os senhores do governo de Lisboa numa manifestação de extraordinária incompetência… quiçá porque as férias no Algarve não podiam esperar ou porque os ordenados estão sempre garantidos no final do mês… orquestraram para as crianças desfavorecidas no início deste ano lectivo.
Basicamente, esta pandilha de incapazes que nos governa, não publicou atempadamente o despacho que definia os escalões abrangidos pela acção social e respectiva comparticipação em vales para a compra dos manuais escolares e refeições das crianças mais carenciadas. Este despacho deveria, como habitualmente, ser publicado em Agosto para permitir que a lenta máquina do estado definisse quais os alunos que iriam ter acesso aos vales para compra dos manuais escolares… mas não… nada foi publicado.
Apenas a 13 de Setembro de 2010 – um dia antes do arranque oficial do ano lectivo – chegou um e-mail… pasmem-se… um e-mail do ministério da educação para as escolas a informar que os escalões iriam ficar mais ou menos na mesma…! E definia as orientações necessárias para o início do trabalho de acção social das escolas nomeadamente, a distribuições dos vales para manuais - “Tarde piou esta gente”.
Voltem por favor a lembrar-se do vosso colega de carteira naqueles tempos… e agora imaginem que as aulas já decorrem à várias semanas e o menino ou menina em causa, ao qual certamente já bastariam as dificuldades económicas da família e todos os problemas que daí resultam, não tem um único manual escolar para seguir as aulas… apenas uma mochila vazia com meia dúzia de canetas e um ou outro bloco de apontamentos.
Esta humilhação pública de milhares e milhares de crianças por esse país fora merecia umas quantas cabeças a rolar no ministério mas nada… nem uma demissão ou um exoneração porque quem decide não precisa dos vales para os seus filhos… quanto às crianças que passaram quase um mês sem manuais… essas não importam, são filhos de um deus menor.
Bem-vindos ao reino do Magalhães.

André de Castro Silvestre

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Se Sócrates Gerisse a Minha Casa!" Artigo de Opinião de André de Castro Silvestre

Se Sócrates Gerisse a Minha Casa!

Na minha casa existe, como em tantas outras casas por este país fora, a chamada economia doméstica. Por mês entra um determinado valor e em cada mês suportamos uns quantos encargos. Nenhum de nós sendo economista, os dois tentamos certamente ser bons gestores e garantir a existência de equilíbrio entre o dinheiro que entra e o que sai. A primeira regra é trabalhar. Trabalhamos muito e não gozamos de qualquer apoio social… não que tenhamos alguma coisa contra tais apoios mas, no nosso caso, não são precisos. A segunda regra é básica: os bolos que cozinhamos levam a farinha, o açúcar e os ovos que há na despensa…se der para um bolo de quilo óptimo, se der para um de meio quilo está bem na mesma mas… o que não fazemos é bolos com ovos dos outros ou açúcar emprestado.
É com estas duas simples regras que vamos gerindo a nossa vida e a da família, vivendo sempre abaixo das “eventuais possibilidades” que nos seriam facilmente concedidas por qualquer instituição bancária. Temos um carro para trocar que vai aguentar mais um anito… a nossa filha de 7 anos receberá um piano mas não antes de Janeiro de 2011 e, muito provavelmente, um piano digital e não um acústico. Faltam-nos ainda comprar umas quantas coisitas que, no meio de tudo que temos, efectivamente não fazem praticamente falta.
E se a minha casa fosse gerida por Sócrates? Não tenho dúvidas que o novo Volvo S60 Station Wagon já estaria na garagem em substituição do velhinho S60 que lá vive… a banca financiaria e nem sequer daríamos entrada… O Piano já teria sido comprado, provavelmente de cauda e nada menos que um Steinway & Sons - porque a aposta é na qualidade, modernidade e formação. Para os bolos não se contariam os ovos, haveria bolos todos os dias e nada frugais… se faltasse o açúcar ou a farinha, pedir-se-ia emprestado aos vizinhos mais abastados e logo se veria quando se pagaria e com que contrapartidas. Se fosse Sócrates o gestor cá da casa não teria uma empregada mas sim 3… uma para cozinhar; outra como bábá das crianças e uma terceira para passar a roupa a ferro e fazer as limpezas. Estou ainda convicto que uma quarta seria contratada e posta como governanta, provavelmente uma sua prima afastada e isto porque uma equipa não é equipa sem alguém "de confiança" que vigie e mande! Se fosse Sócrates a gerir a minha casa eu provavelmente já não teria casa, nem os meninos na música e no colégio, nem férias, nem alegria de viver… teria sim uma divida imensa para pagar e nenhuma hipótese de a liquidar sem roubar os outros.
Na realidade, isto foi nem mais nem menos o que Sócrates fez a este país: gastou até não poder mais e agora que os vizinhos dizem que temos que pagar o que pedimos emprestado para o festim, Sócrates coloca uma falsa expressão sofrida e dramática durante o prime time e rouba todos os Portugueses com uma leveza criminosa.

André de Castro Silvestre

Moção do PSD na Assembleia de Freguesia de Leça do Balio


MOÇÃO


Os elementos eleitos da bancada do Partido Social Democrata para a Assembleia de Freguesia da Vila de Leça de Balio, propõem que seja feita uma Homenagem a todos os Militares Portugueses. Isto é, que num acto de justiça seja perpetuada a memória de todos aqueles que, com o risco da sua própria vida, serviram Portugal.

Entendemos, ainda, que se deveria exercer uma acção cultural e pedagógica, no sentido de difundir a maneira pura e determinada de amar Portugal, demonstrada pelos Militares que combateram, com coragem, pela defesa da Pátria.
         
Considera o PSD que tal Homenagem se deveria fazer de uma forma simples, mas duradoura e pública, traduzindo o reconhecimento da Freguesia de Leça de Balio a todos os seus combatentes.

Assim, esta bancada propõe,

1)    Que seja atribuída uma denominação que perpetue os Militares portugueses, a uma Rua ou Praça da nossa Vila.
2)    Que seja criado um Monumento singelo, evocativo dos Combatentes, a colocar nesse local por forma a conferir dignidade para fazer memória da abnegação dos que ajudaram a construir e defender este nosso pequeno grande País.
3)    Que seja criada uma Comissão, para, durante o período de 2 anos, promover angariação de fundos para o referido Monumento.
4)    A referida Comissão deverá ser presidida pelo Presidente da Assembleia de Freguesia de Leça do Balio, por um Representante de cada uma das forças políticas representadas na Assembleia de Freguesia de Leça do Balio e um representante do executivo da Junta de Freguesia de Leça do Balio.
5)    Mandatar desde já essa Comissão para desencadear os mecanismos necessários, designadamente junto da Câmara Municipal de Matosinhos, do Governo Civil do Porto e demais entidades para o exercício das suas funções.
                                                                                     
Leça do Balio é uma Vila com história militar.

Os eleitos pelo PSD,
                                                Leça do Balio, 23 de Setembro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

O Dilema de Manuel Alegre por Rui André Martins


O Dilema de Manuel Alegre



Depois do Engº Sócrates fruto da sua incompetência e total irresponsabilidade ter anunciado mais umas medidas que afectarão a vida de todos nós era grande a expectativa que tinha quanto á reacção do candidato Manuel Alegre em relação ás mesmas.

Depois de um período de silencio eis que o mesmo reage dizendo simplesmente que o Governo pecou por não ter ido mais alem nos impostos pagos pela banca.

Quanto ás outras medidas nem uma palavra nem um comentário. Aliás o modo comprometido e até envergonhado com que se apresentou nas câmaras da televisão apenas reflectem a situação embaraçosa em que o candidato se encontra.

Será que agora para o Drº Manuel Alegre é indiferente que o Governo corte o abono de família para quem ganhe mais de 628 Eu?
Ou que o governo se esqueça de cortar nas reformas mais elevadas?
Ou que os Reformados passem a pagar por TODOS os medicamentos?
Ou que os pensionistas com baixas pensões passem a pagar mais de IRS?
O aumento do IVA para 23% será indiferente?

Não se pronuncia agora o candidato sobre o violento ataque desencadeado pelo Governo ao Estado Social?

Apoiado pelo Partido Socialista (parte deste) e ao mesmo tempo pelo Bloco de Esquerda o Drº Manuel Alegre tem pela frente a árdua tarefa de agradar a gregos e troianos.

Apoiar as politicas implementadas pelo PS é ir contra o que o Bloco de Esquerda defende todos os dias.
Apoiar as politicas defendidas pelo Bloco é estar permanentemente contra as politicas defendidas pelo Partido Socialista.
Nesta encruzilhada em que o PS meteu o Pais e com as medidas que pretende implementar  é caso para todos estarmos atentos ás próximas intervenções  do candidato Manuel  Alegre.

O Representante Concelhio dos TSD de Matosinhos

Rui André Martins

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Cortes na Manga e Projectos Adiados…. " por Lurdes Sousa


Cortes na Manga e Projectos Adiados….


Aproxima-se a data da apresentação do Orçamento de Estado e os Portugueses já tremem com as medidas que este Governo vai anunciando: subidas do IVA, cobranças nas Scut’s, congelamento de salários, etc,  quando ainda há um ano atrás lhes acenava com o “cheque bebé” e outras benesses,  mais próprias de países escandinavos do que de um país em dificuldades.

Também em Matosinhos, aguardamos pela apresentação do Plano de Actividades e Orçamento do executivo socialista para ver as surpresas que nos esperam.

O PSD já fez chegar o seu contributo sob a forma de proposta de criação do orçamento participativo mas, não nos iludamos, tal como no Governo de Portugal, também na Câmara de Matosinhos é ao Executivo e à actual maioria que compete definir o Plano de actividades e o orçamento; é do PS, essa responsabilidade.

Assim, é com expectativa, que esperamos para ver quais os “cortes” que o executivo irá propor: será que vão ser as políticas sociais a sofrer? o apoio aos idosos e ao ensino escolar?  Ou terão a coragem de acabar com os gastos supérfluos e emagrecer a super estrutura da Câmara, que este ano chegou ao ponto de admitir empregados recorrendo a empresas de trabalho temporário ‘driblando’ as contenções impostas centralmente ?


Outra curiosidade: será que vamos assistir ao repetir da procissão dos projectos adiados dos últimos anos: a recuperação do Edifício da Real Vinícola , em Matosinhos Sul, o novo edifício da Casa da Arquitectura, o Museu da Industria Conserveira, O Pólo de Serralves 21 (este comparticipado por fundos comunitários).
Todos estes projectos já foram anunciados dezenas de vezes (à custa do erário municipal) mas os mandatos sucedem-se e os projectos continuam no papel.
Julgo que é tempo de falar verdade às pessoas e, até, repensar projectos que actualmente podem não fazer sentido (como por exemplo, o Auditório do Centro Cívico de Matosinhos, outro projecto adiado).
Numa fase em que todo o investimento público, quando não é de cariz social, deveria ser produtivo, não será melhor o Presidente da Câmara aproveitar este tempo de vacas magras e explicar bem aos Matosinhenses os projectos que são para executar e os que vão ficar “nas gavetas”?

Lurdes Sousa
Vice-presidente da Concelhia  PSD Matosinhos

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Deliberação do Plenário de Militantes do PSD de Matosinhos


Pela sua importância na vida política de Matosinhos e da Área Metropolitana do Porto, vimos dar conta de uma importante deliberação do Plenário de Militantes do PSD de Matosinhos, solicitando a sua divulgação:
Na passada sexta-feira, dia 17 de Setembro, realizou-se um Plenário de Militantes do PSD de Matosinhos que contou com a presença de cerca de 150 Militantes, sendo assim um dos Plenários que contou com maior número de presenças nos últimos anos.
No referio Plenário foi aprovada, por unanimidade uma Moção de apoio ao trabalho desenvolvido pela Comissão Política de Secção e ao corte de confiança política no Vereador José Guilherme Aguiar que optou por se juntar ao PS na Cãmara Municipal de Matosinhos.

A Comissão Política do PSD de Matosinhos

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Noticia Jornal de Matosinhos - 17 setembro de 2010

Segue a noticia na integra do Jornal de Matosinhos edição de 17 de Setembro de 2010

Maior transparência é palavra de ordem

A Concelhia PSD de Matosinhos, liderada por Pedro da Vinha Costa, apresentou, na passada quarta-feira, uma proposta de Orça-mento Participativo para o Município matosinhense. Os sociais-democratas pretendem que o orçamento camarário seja mais participado, mais transparente e com carácter que englobe mais cidadania”.
“Achamos que se trata de uma proposta muito importante porque aumenta a participação dos cidadãos de Matosinhos. Esta é uma das muitas propostas que o PSD pretende fazer até às eleições autárquicas. Propostas essas que visam alterar a forma como o poder em Matosinhos se desenvolve”, introduziu Pedro da Vinha Costa.
Coube ao vice-presidente da Concelhia laranja, Carlos Fernandes, apresentar a proposta de Orçamento Participativo. O documento prevê que os cidadãos de Matosinhos possam apresentar propostas ao executivo camarário num valor máximo de 500 mil euros. “Após análise dos serviços municipais, para confirmação da ele-gibilidade das propostas apresentadas e a sua adaptação a projectos, haverá uma segunda fase de participação, para votação”, diz o documento que sugere que “as propostas mais votadas sejam integradas na proposta de Orçamento e Plano de Actividades Municipal até ao valor de quatro mi-lhões de euros”.
De acordo com os responsáveis da Concelhia social-democrata, os objectivos desta proposta são: Incentivar o diálogo entre eleitos, técnicos municipais, cidadãos e sociedade civil organizada, na procura das melhores soluções para os problemas tendo em conta os recursos disponíveis; Contribuir para a educação cívica, permitindo aos cidadãos integrar as suas preocupações pessoais com o bem comum, compreender a complexidade dos problemas e desenvolver atitudes, competências e práticas de participação; Adequar as políticas públicas municipais às necessidades e expectativas das pessoas, para melhorar a qualidade de vida na cidade; Aumentar a transparência da actividade da autarquia, o nível de responsabilização dos eleitos e da estrutura municipal, contribuindo para reforçar a qualidade da Democracia”.
Assim, o PSD de Matosinhos propõe que possam apresentar propostas para o Orçamento e Plano de Actividades Camarário de 2012, cidadãos com idade superior a 16 anos, residentes, estudantes ou traba-lhadores no Concelho, e representantes de movimentos associativos, mundo empresarial, entre outros sectores. “No entanto, só podem participar na votação dos projectos os cidadãos com idade superior a 16 anos que sejam residentes no Município de Matosinhos”, diz a proposta do PSD matosinhense que prevê a criação de fóruns de participação, votação online e presencial em locais designados pela autarquia ou pelas 10 Freguesias do Concelho.
As etapas desta proposta de Orçamento Participativo são cinco: Período de Preparação (Janeiro a Março de 2011); Período de Execução (Abril a Julho de 2011); Período de Análise (Julho a Setembro de 2011); Período de Votação (Outubro de 2011) e Período de Avaliação (Novembro a Dezembro de 2011).
Carlos Fernandes explicou, ainda, o porquê de terem escolhido o valor de quatro milhões de euros: “Pensamos que esta verba será, mais ou menos, cinco por cento daquilo que a Câmara Municipal de Matosinhos gasta em investimentos”.
Já a vice-presidente da Concelhia, Maria de Lurdes Sousa, adiantou que este documento será entregue aos vereadores do PSD na Câmara Municipal e à bancada laranja da Assembleia Municipal, para que estes o façam chegar ao executivo socialista: “Temos noção de que este modelo só será colocado em prática se a maioria PS quiser. Mas isto prova que o PSD apresenta propostas e não faz apenas críticas. Se o PSD for poder, como será nas próximas autárquicas, esta proposta vai ser colocada no terreno”, garantiu.
Para o presidente do Núcleo PSD da Senhora da Hora, Francisco Lopes, a entrada em vigor desta proposta “anularia as participações pontuais dos cidadãos que só são chamados de quatro em quatro anos a decidir sobre o futuro do seu Concelho.

Paula Teixeira